Textos Educativos


Como criar filhos inteligentes, responsáveis, tolerantes e com boa autoestima?

A importância dos limites
"A palavra-chave para educar os filhos é não." Essa palavrinha mágica é muito importante na formação da criança e, apesar de parecer fácil dizê-la, os pais penam para manterem-se firmes no "não". Dar limites de forma coerente é o principal desafio nos sete primeiros anos da criança- que são também os mais importantes na vida da criança, pois é a fase construtora, quando as bases da personalidade da criança são estabelecidas. Muitos pais não querem ser autoritários e essa insegurança de errar ou traumatizar os filhos atrapalha a construção de uma autoridade saudável e necessária. "O pai não pode ficar em cima do muro. Dizer 'não' e depois ceder ou dizer 'sim' e depois mudar de ideia é muito ruim para os pais, que perdem autoridade, e para as crianças, que ficam sem referência". Isso acaba ensinando, sem querer, que se o filho fizer birra ou seduzir os pais, é possível conseguir tudo!

O resultado? As crianças não amadurecem e podem permanecer nessa fase de desenvolvimento, em que são impacientes manipuladoras, intolerantes, inseguras, egocentradas e cheias de si.

Não existem receitas para educar as crianças, mas é importante que os pais sejam coerentes na hora de dizer sim e não, sabendo os limites do que podem ou não fazer. "Por mais duro que os pais possam parecer, eles educam com amor e pensando no melhor para os filhos.

Os três pilares para uma educação saudável
a) Aprender a dizer não, para que a criança aprenda limites e outras regras sociais de convivência
b) Dar autonomia, de maneira que a criança aprenda a fazer suas próprias escolhas e a ser; responsável pelas consequências dessas escolhas;
c) Não se esquecer de elogiar, pois quando a criança sabe quais são as suas qualidades - e defeitos -, sua autoestima é fortalecida e ela busca superar-se a cada dia.

Parceria entre família e escola
Os efeitos da falta de limites e de coerência em casa acabam gerando problemas na escola. A criança que vem de uma educação sem limites chega à escola acostumada a ter os seus desejos individuais atendidos, mas como o espaço escolar é coletivo. "A criança perde a "exclusividade" que tinha em casa e forçosamente precisa aprender a dividir a atenção com outros colegas e a conviver com o diferente".

O conflito, porém, se estende para a relação entre a família e a escola. Os pais não podem ter a expectativa de que o professor seja o segundo pai dos filhos, pois quando existe esse pensamento entre família e escola todos perdem: a escola, os pais, os educadores e, principalmente, os filhos! A escola é o espaço da diferença, um espaço para enriquecer a ligação com a divergência e a diversidade, onde as crianças são ensinadas a aceitar o diferente... "Espaço onde se diz não ao preconceito!". Isso é um aspecto sério para a construção de uma sociedade saudável: é preciso ver o outro como próximo e não como um adversário!

Três dicas para a construção de uma parceria entre família e escola
a) Conhecer a escola, entender seu projeto pedagógico, e confiar nela como uma instituição que responde às expectativas da família;
b) Entender que a escola é aliada na educação do filho e estabelecer o respeito mútuo;
c) Acreditar na transparência e no diálogo com o meio de orientar sobre qual é o papel da escola e qual é o papel da família.

Educar é um desafio diário para todos os pais, sem exceção!
Caminhemos juntos!
A Direção.

Pais Brilhantes são firmes e amorosos!

Augusto Cury




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